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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Amor


Como falar do néctar,
como colorir uma noite,
voar com as borboletas,
cantar qualquer canção,
viver os dias intensamente,
procurar no sorriso a alegria,
ver nas montanhas, no mar, no ar um sabor diferente.

Chorar sem motivos,
ficar triste e alegre.
Sentir falta...saudade.
Lembrar de bons momentos,
perder-se em ciúmes e cartas.

Trocar carícias e
sussurrar palavras melosas.
Dizer: Te amo.

Ter a liberdade do pássaro,
de voar, voar e não voltar.

(Do livro "O Silêncio do Pensamento")

Fábio Aiolfi

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Operária do Jardim


Trabalha no jardim,
Ai de mim! Ai de mim!
Trabalha sem pensar,
Sem parar, sem descansar.

Pára para se alimentar,
Mas não pode demorar.
Volta logo para o jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

Está é sua sina.
-Que vida! Que rotina!
Como é grande esse jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

Vive a Coletar,
-Quanto trabalho! Preciso trabalhar!
Ainda falta um pedaço do jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

Ouve de uma colméia:
Zum! Zum! – Onomatopéia!
De uma abelha de jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

(Publicado na Coletânea "Usina das letras 10 anos". Lançado na Bienal do Livro de 2009)

sábado, 22 de maio de 2010

Sonhos e Solidão



Na emoção desvairada
senti a dor da solidão.
Cobriu meu corpo de devaneios,
desejos perdidos no chão.

Os mares perderam as águas,
e as nuvens a imensidão.
Perderam-se sonhos e inocência,
na calada da escuridão.

Penetrou nos lábios do abismo
entrando em contradição.
E o sonhos, sem sonhos, cobertos de sonhos,
jogados em vão.

Um abraço quente,
sem braço e sem mão.
Despiu da tatuagem,
do ventre do coração.

Fugi dos pesadelos
que cercavam minha noção.
E meus sonhos por pesadelos
é só solidão.

(Publicado no Livro "4 Faces e o Amor" (2010) pela editora Pragmatha)

Fábio Aiolfi

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