quinta-feira, 3 de junho de 2010

O amor está no ar...

Como todos sabem dia 12 de Junho é o dia dos namorados. E por isto quero publicar poesias de AMOR...
MANDE SUA POESIA DE AMOR PARA:
edinanpreis@hotmail.com

Não sei quem é você!

Tentei abri varias portas
Mas não encontrei a saída
Quero esquecer o seu rosto
Seu signo é oposto ao meu
Perguntei se me amava
Mas você não me ouviu
Olho no espelho da ilusão
E vejo você
Por favor, solte minha mão
E vá embora.

Gleice kelly Medeiros

Resquícios

A brisa negra fere qual adaga
Noites de insônia em que a saudade afaga
Deixando ao léu meus beijos e abraços

Sem conseguir te libertar do peito
Em sonhos vãos, teimoso me deleito
Viajo até imaginar teus traços

Sem chão, divago nas recordações
Aos teus resquícios ora estou entregue
Raras delícias, doces sensações
Minh'alma tola essa ilusão persegue
 
 Jerson Brito
 
 

Fogo do Amor



Fogo que reluz,
chama que me devora.
Envolvendo todo meu ser,
em todo momento,
ou então em outrora.
Fogo que me laça,
chama que não se apaga.
Tampouco se esfria,
mesmo que esteja a luz do dia.
Se faz mas quente,
se faz presente.
Chama que aquece,
enquanto adormeces.
Que laças o meu eu,
e que junto ao seu,
se faz abrasador.
Juntando os corpos,
és o fogo do amor.


Dedicada á Fábio Aiolfi pelo seu livro "Entre o amor e a fogueira"

César Santos

Você não sabe

Você não sabe o quanto desejo-te,
Não sabe o quanto te espero,
Não sabe o quanto anseio-te,
Não sabe o quanto te quero.

Não sabe o que sinto por dentro
Fogo que não aquece, mas devora
Prazer intenso tenho quando te encontro,
Porém passo desprezo por fora.

Você não sabe o que escondo
O que oculto dentro de mim,
No meu sentido não mando
E sofro pelas coisas serem assim...

Você não sabe, mas não olho nos seus olhos
Evito uma aproximação prazerosa
Pois o que fizer – perdoem meus filhos!
Tiraria de mim qualidade de ser virtuosa.

Você não sabe... Amor
O quanto no intimo me causa dor,
Você não sabe... Meu viver
Mas vivo sem nem ao menos querer.

Arielly Ribeiro

Poesia

As poesias são:
 
Lembranças
Saudades
Amores
Lágrimas
Audácia
Fofoca
Objetos
Conversas
Natureza
Momentos
 
Elas representam:
 
As suas raivas e conquistas
Os desesperos e satisfações
Os desabafos de imcompreensões
Um nó na garganta
Ou um grito de libertação
 
Podem se tornar:
 
A canção para um dia de tristeza
A resposta para um pensamento confuso
Os ensinamentos de dias melhores
O carinho ou consolo na hora certa
Ou a simples mensagem para alguem sorrir
 
Ela induz para:
 
Novas visões
Interrogações e descobertas
Intimidade com diversos assuntos
Interação com sua indivualidade
Exposição com outro mundo
 
Te faz ser admirador:
 
De pessoas
De palavras
De corações
De mentes
E de corpos
 
A poesia é sua libertação e criatividade.

 Veronica dos Santos Ribeiro

sábado, 29 de maio de 2010

          
       Mande sua poesia para: poetasdobrasil@hotmail.com

Cartilagem

Se fôsse o amor
Por tôda uma vida inteira
Porção sublime
Que se deixasse crescente
A desvelar-se,simples
Do coração...
Se fôsse o amor
Tudo o que é.... 

Vilma Belfort
                                                                  
Conheça Vilma Belfort
(Clique na imagem)

Natureza d’água


Água da vida
Água da morte
Sobra no sul
Falta no norte

Água da chuva
Água do rio
Hoje em abundância
Amanhã ninguém viu

A água aparece
A sede termina
Água demais pode até virar sina
Levou desse mundo...os filhos de Catarina

Roberto Facoro

Estou bem?



O que houve comigo?
Não consigo escrever
Raciocinar e me inspirar
Minha cabeça só fica a pensar

O que será do resto do dia?
Do tempo na semana?
Da esquina sem dono?
De mim sem a poesia?

E o amor que é passageiro
Que basta num derradeiro olhar
Palavras, palavras, fala, fala
Gastando saliva sem parar

O que houve comigo?
Já não levo nada a sério nesse mundo
A piada já é viver no circo
Quando o palhaço se afasta de tudo

Marcelo Cândido
 

Paixão incondicional


Sinto-me atraída pela noite
Pelas estrelas e pelo luar,
Pelo imenso horizonte
Que me rodeia que me seduz.

Seduz de tal forma, que me apego
E me entrego a tão grande magia
Então me achego, sei esta comigo,
E que ela hipnotizadora, não me deixa só.

E por me sentir segura, acolhida.
Desejaria, se pudesse não houver dia,
Pois ao dia fico retraída
Além disso, o sol me cega, deixa-me
[a mostra],

A luz do sol, a pele lesa
Por isso ao dia refuljo - me a sombra,
E por seqüência o brilho, a luz da lua
Igualmente das estrelas, me agrada e deslumbra,
Meus olhos necessitados de algo ameno.

Quão fascinante é à noite
Sem palavras fico a vagar
A tão segura e escura noite
E logo por esta, fui me apaixonar.

Arielly Ribeiro
 

Desejos da Flor!

Não se detenhas...
Eis a flor desabrochada,
Suave perfume exala,
Essência adocicada.

Ah, beija – flor!
Em tenro cálice a seiva aguarda-te...
Ansiosa para ser degustada.
Afaste as pétalas delicadas,
Da rosa rubra apaixonada.

Beije, sugue com ardor...
Dos recôncavos o licor,
doce mel do amor.

Márcia Costa

Sequestro Consentido

Leio teóricos
E a poesia
Vem
Me sequestra
Ilógicos
Ela me abraça
Aperta
A insana
E me coloca em uns braços
E seu mel derrama
Meteóricos teóricos
Tânia Meneses

Sem critérios


















Aqui estou
Oh! Amor
Quero-te oh!
Meu amor estonteante
Estou submergindo
No âmago dos sentidos
Intensos desejos
Minha alma clama
Delirando
Sem explicação
Neste estranho lugar
Não sei onde
Não me importa
Nada sei
A espera estou
Tudo teu desperta meus sentidos
Minha alma insiste em encontrar a tua
Transporto-me
Sem resistências
Meu corpo pede teu corpo
Dele exala desejos
Perfume de mil jasmins
Tu me sentes
Vem a mim
Arrebata-me
Envolvemo-nos
Supiros ecoam
Saboreio teus lábios
Mãos, corpo, explosão
Ardente amor
Adormeci nos teus braços
Despertei no teu beijo
Oh! Não me peçam critérios

Luamor








Conheça Luamor

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Operária do Jardim


Trabalha no jardim,
Ai de mim! Ai de mim!
Trabalha sem pensar,
Sem parar, sem descansar.

Pára para se alimentar,
Mas não pode demorar.
Volta logo para o jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

Está é sua sina.
-Que vida! Que rotina!
Como é grande esse jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

Vive a Coletar,
-Quanto trabalho! Preciso trabalhar!
Ainda falta um pedaço do jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

Ouve de uma colméia:
Zum! Zum! – Onomatopéia!
De uma abelha de jardim,
Ai de mim! Ai de mim!

(Publicado na Coletânea "Usina das letras 10 anos". Lançado na Bienal do Livro de 2009)

A tua espera


















Beija-me, que eu te quero.
Beija-me, que eu te espero.

Já esperei tanto, que estou cansado
Já implorei tanto, que minha voz já não que sair
Te esperei tanto, e você não veio
Passou tantos anos
E eu ainda não creio
Que o nosso amor seja impossível
Que você seja insensível
E não queira me amar

Procurei por resposta
No rio e no mar
E ainda estou aqui parado
A te esperar.

  Edinan Almeida


Canção Para Uma Valsa Lenta





 




Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo...
Minha vida não foi um romance...
Minha vida passou por passar.
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
Minha vida não foi um romance...
Pobre vida… passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance...
Ai de mim… Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...
    
        Mário Quintana

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Pai e filho














Sua razão de vida retirada,
Seu pequeno afastado,
E uma grande comoção,
Há tempos não chorava.

Paralisada nas letras,
Divorcio a liberdade de interferência,
Repugno a farsa da razão,
Não aceito a severidade sem coração.

O bem não pode ser dado com o sofrimento alheio,
A racionalidade e bons costumes não se mantêm,
Distanciados das experiências e convivência.

A separação assassina o desenvolvimento,
Atrapalha a história, a defesa, a união.
Os seres mortos se descenderam.

Veronica dos santos ribeiro

Meu fim...














Um dia eu sei
Que essa corpo
Que hoje uso
A terra irá usar

No imenso obscuro
Ficará minha alma

Não irei mais
Cantar meus versos
Pois não terei
Voz para proclamar

Não irei mais
Ver a vida
Pois não terei olhos para enxergar

Não irei mais
Proclamar meu amor
Pois não terei sentimento
Minha alma vagará no vento

Ficarei mudo
E de mim só sobrarão
Lembranças...

E esse será,
O meu fim.
Edinan Almeida
(Publicada no Poetas Del mundo)  

sábado, 22 de maio de 2010

ALCOOLOTRAS(ou VIVOLOTRAS)












(Do Caos a Cana)
 Bebendo goles de Vida no Boteco do Mundo
bebendo e bebendo e goles e goles de Vida

diversas mesas
,nada de fronteiras
e pessoas diversas
no mesmo Boteco do Mundo
bebendo goles e goles de Vida.

Há o ânimo
de encher o copo e o corpo de Vida
até o bico
,de erguer o copo e o corpo cheios de Vida
e brindar e beber com vontade a Vida.
Morreremos bêbados de Vida nesse Boteco do Mundo.
E viverá bêbado por termos vivido o Boteco do Mundo.

Não deixem que fechem esse Boteco,o Mundo!o deixem que proíbam o consumo dessa bebida,a Vida! 
Matheus José
                                                              Conheça  Matheus José
(Clique na imagem)

Poesia
















Poesia é o sentimento guardado, não falado, por vezes, nem sentido.
É desabafo de um coração que vive, não apenas pulsa.
Poesia é o que há de mais abstrato.
É a alma que se manifesta em sua mais bela forma.
Poesia é perceber a simplicidade e pensar na sua complexidade.
É deixar o pensamento viajar sem rumo e sem nenhum limite de longevidade.
Poesia é sentir as emoções da forma mais intensa.
É saber que nada faz sentido se não vier do coração.
Poesia, um encantamento, um mergulho em si, um ato de amor.
É tudo e é nada.
Depende de quem lê.

Nathi Santis

Sonhos e Solidão



Na emoção desvairada
senti a dor da solidão.
Cobriu meu corpo de devaneios,
desejos perdidos no chão.

Os mares perderam as águas,
e as nuvens a imensidão.
Perderam-se sonhos e inocência,
na calada da escuridão.

Penetrou nos lábios do abismo
entrando em contradição.
E o sonhos, sem sonhos, cobertos de sonhos,
jogados em vão.

Um abraço quente,
sem braço e sem mão.
Despiu da tatuagem,
do ventre do coração.

Fugi dos pesadelos
que cercavam minha noção.
E meus sonhos por pesadelos
é só solidão.

(Publicado no Livro "4 Faces e o Amor" (2010) pela editora Pragmatha)

Fábio Aiolfi

 Conheça Fábio Aiolfi
(Clique na imagem)

3x4

 
Olho-te...
Num esfôrço descomunal
Para que saía daí
Dessa tua imageria insolvente
Demarcada,nessa geometria
De contornos estáticos
Que viesse para mim
À minha frente,dançando
Dentro de um arco-íris de afetos
Numa entrega infinita
De envolventes desejos
Olho-te...
A fugir da moldura,passo a passo
Como num truque,
Pela primeira vez de uma nossa loucura
Desenhando-o, ter vindo para mim
Em verdades turquesas
Olho-te...
Sem os excessos
Da minha lucidez
No lousa lembrança,
Que parece-me,intacta
Que o passado derrama
Na ameaça desse hiato,
Escapas da tua marmorizada pose
E, tua bôca adensa o silêncio, a beijar-me 
Teus olhos pedintes, gritam-me
Em vozearia do teu coração, que chama-me
Aos teus adventícios subterrâneos
Às tuas instâncias secretas
Onde nunca consegui chegar
Na tua terra onde nunca pisei
Olho-te...
Contemplo,mais uma vez
Em multidões de vêzes, o teu retrato
É o teu rosto, para mim,assim exposto
Encardido de amarelo pelo vigor do tempo
Pela fuligem da saudade
Por não conseguir
Esquecer-te,
Olho-te.....

Vilma Belfort

Conheça Vilma Belfort
(Clique na imagem)


Pintura




Pintura

Mostra-se em sentimentos
Marca sim momentos
Uma arte que reluz
Um dom da vida

Os tons se misturam
Tornando-se pintura...
Pintura Divina

Simples quadro,
Mostra-se realidade
Cores e antiguidades...

Mostra uma vida,
Um sonho,
Momento de alegria
e magia!,

Mas que dom maravilhoso é a pintura!


  Natane Almeida

Conheça Natane Almeida
(Clique na imagem)

domingo, 25 de abril de 2010

Farol


 

















Eis que surge na escuridão ,
Corta a brisa e faz clarão
Vejo a vindo em minha direção ,
Luz que não vai de encontro ao chão.
Eis que paira um instante,
Sobre um casal de amantes.
Logo vai surgindo o dia,
E se faz em companhia.
Aos poucos se esvai,
Pois no céu surge o sol.
Casal de amantes partem,
E apaga-se o farol.

Autor : César Santos

sábado, 24 de abril de 2010

Palhaço














]



Palhaço é atrapalhado
mas é muito engraçado

As crianças não param de rir
e se divertir

Ele corre,
pula, dança
e meche a poupança

E por incrivel que pareça
ele não se cansa
de brincar com as crianças

    Natane Almeida
                                                          

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Todo Dia!



   

Estou indo embora,bem cedinho
vou cumprir o meu  trabalho
pra criar nossos filhinhos
lhes dar pão e agasalho...

Saio cedo, a luz acesa
ilumina inda nossa casinha
ao voltar, trago pra mesa
arroz,feijão e também farinha.

A estrada é longa e bem sozinho,
caminho muito e fico a imaginar
como seria se eu fosse sozinho
não ter ninguém a me esperar!

Volto logo ao fim do dia
me esperem sem dormir
quero ter perto a alegria
de com a família compartir.

Depois, por certo eu espero
criançada vai logo dormir...
Pego a mulher que tanto quero
e ela então,me faz sorrir...

Amanhã é outro dia
tudo vai recomeçar
sempre tenho a alegria
que é a da hora de voltar!



       Chica
 Publicado no Recanto das Letras
            

sábado, 17 de abril de 2010

Retrato

 










"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"

Cecília Meireles
 

Despedida

 
















Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

Cecília Meireles